sociedade fast food

 sociedade fast food


nesta geração em que vivemos as coisas tão intensamente,ou pelo menos de maneira intensa enquanto dura


queremos à pressa toda sentir e sentir bastante

quando deixa se sentir já não sabe a bom


queremos um amor de novela apaixonante num só cruzar de olhares

mas quando chega o facto, e o brilho esmurece um tanto

não queremos mais


comidas processadas com sabores artificiais e que deixem água na boca


é isso que queremos


mas não deixe passar muito tempo, na que logo notamos que o hamburguer não tem só carne e que a batata amoleceu


o ideal do menu na foto não satisfaz tanto como o real


talvez queiramos acreditar que se não for igual à foto não vale a pena

mas a foto nunca vai sustentar as expectativas que criámos sobre o produto


aliás 

se eventualmente o hamburguer de 3 camadas não for tão alto quanto o da foto é porque não valia à pena e não porque não era para ser o tal hambúrguer 


não passa na cabeça que talvez um hamburguer feito no sem tempo, com trabalho, amor, dedicação 

tenha um sabor bem mais prazeroso

e compense mais a longo prazo, seja mais saudável, saiba mais a bom

valha a pena cozinhar


pra quê cozinhar, dar ao trabalho? 

aquele ali serve, até que é bonito, tem umas cores chamativas, satisfaz o apetite momentâneo e é rápido 


mas não mata a fome

nem o buraco, o vazio das impossibilidades de manter uma conexão real com outrem 


chiclete prova

chiclete mastiga

chiclete deita fora

chiclete sem demora


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